Eloy de Oliveira |
O foco da palestra
Passar sua experiência como gestor da comunicação, mais ligado a área empresarial. Bem humorado, o jornalista descreveu seus "cases", para os alunos , na sala de aula, onde a palestra da noite de ontem(19), tomou rumo de um bate-papo.
"Eu trabalhei em várias empresas, tanto como jornalista na mídia impressa e online.
No jornal O trabalhador, Taperá (em Salto), Periscópio(em Itu), Em Sorocaba, trabalhei no Cruzeiro do Sul, no Bom Dia de Jundiaí, e na Folha de São Paulo, no Cosmos(online), de Campinas entre outros. Desde que me formei em Jornalismo na PUC - em 1985 não mais parei de trabalhar em qual quer que seja a mídia.
Mas acabei me especializando em Gestão da Comunicação Empresarial, voltado para crise.
Trabalhei na Fiat, na Embrasa, na JLJ(cuja sede é em Salto, voltada para o ramo alimentício e várias outras áreas também), na Nutriplus, fiquei por 11 anos".
"Eu trabalhei em várias empresas, tanto como jornalista na mídia impressa e online.
No jornal O trabalhador, Taperá (em Salto), Periscópio(em Itu), Em Sorocaba, trabalhei no Cruzeiro do Sul, no Bom Dia de Jundiaí, e na Folha de São Paulo, no Cosmos(online), de Campinas entre outros. Desde que me formei em Jornalismo na PUC - em 1985 não mais parei de trabalhar em qual quer que seja a mídia.
Mas acabei me especializando em Gestão da Comunicação Empresarial, voltado para crise.
Trabalhei na Fiat, na Embrasa, na JLJ(cuja sede é em Salto, voltada para o ramo alimentício e várias outras áreas também), na Nutriplus, fiquei por 11 anos".
Se apresenta o jornalista, sob a orientação da professora da mesma matéria Karina Camargo, o palestrante respondeu as dúvidas dos alunos.
Oliveira enfatiza, que passou por várias "saias justas", pelas empresas que passou, mesmo porque sua função é de gerenciar crises. Como gestor, administrou crises desde uma garota que passou mal na escola, após ingerir a merenda, e a empresa foi acusada na TV de ter fornecido alimento estragado, e depois provou-se, que o mal-estar da garota era uma gravidez precoce.
Teve ainda o caso do yogurte "vencido há dois anos", que teria sido consumido por crianças numa escola pública; sua gestão comprovou que foi apenas o erro do carimbador de data de validade do fornecedor, entre outros.
Durante o bate papo, o comunicador dá dicas de como ser um bom gestor da comunicação:
Estar preparado para tudo!
Ser estremamente organizado, monte um "dosiê" da empresa, poderá ter que usá-lo em favor dela. Inclua: número de colaboradores,preços, produtos, padronização....
O presidente da empresa só deve falar em casos esxtremos, e ainda sim, após receber um media training(treinamento para falar em público - epecialmente com a mídia, preparado por você.
Tire o medo da diretoria da imprensa, jornalistas não mordem, só tem sede de informações de isso a eles.
A comunicação deve ser padrão, mesmo quando a empresa tenha várias filiais.
Eleger um único porta voz, se a empresa for grande, eleja um porta voz por setor.
Tenha contato com todos da empresa, seja o melhor ouvinte da "rádio pião", seja próximo das "fofoqueiras/os" dos corredores da empresa. Use a seu favor a facilidade que eles tem de propagar notícias.
Não espere a crise chegar, não faça nada sozinho, crie um comité permanente para gerir crises.
O Gestor ainda passa para os universitários, outras possibilidades no mundo da gestão em comunicação:
Gestão da comunicação, voltada para política.
"É um bom campo de trabalho, o que ajuda muito, é bons cursos sobre legislação, muitos desses cursos são ministrados na Câmara dos Deputados, no Senado...assim, é possível orientar os políticos não só como porta voz, mas como gestor de informações, que ofereça imformações que venha a compor as leis que ele possa vir a criar, de forma a ser uma lei que não que seja só útil à população, mas que também torne o nome do legislador atrelado a uma nova lei popular.
Faça periodicamente cursos de reciclagem para melhorar seu português".Salienta o jornalista.
Karina conduzindo as perguntas dos universitários, formuladas ao palestrante. |
Outras dicas do gestor:
Lembre-se o feedback da direção é "sempre" negativo, não espere elogios, essa profissão é assim.
Faça pesquisas sempre!
Mantenha textos para cada público - fale e seja entendido desde o "chão de fábrica" ao diretor, use todas as mídias.
Seja crível, a diretoria tem que confiar em você, no seu trabalho, tem que fechar com você.
Seja eclético, tenha jogo de cintura com o RH, o Financeiro, o Marketing...e com os "bons" da empresa; os chamados "bons", são os "cupadres" dos donos, aqueles funcionários que acreditam nada precisa ser mudado, estão na empresa desde a fundação, etc. O medo de mudanças desses antigos colaboradores pode atrapalhar muito o trabalho de inovação do gestor. Para evitar isso, tem que ser flexivel entre o tradicional e o novo, quebrar tabus faz parte.
"Em uma das empresas que trabalhei, implantei um sistema em que todos os trabalhadores recebiam por três vezes ao dia um e-mail, para facilitar a comunicação interna; "alguém" cuidou para que o os e-mails não chegassem, só para dizer depois: "viu como essas coisas de modernidade não funciona". Afirma o jornalista, que dá mais dicas aos atentos estudantes.
"fale a verdade sempre! utilize as velhas mas úteis caixinhas de sugestões e críticas num canto estratégico do refeitório.
Mostre aos colaboradores, o quão são cada um deles importante. Faça festas, comemore tudo! A diretoria tem de ver os gastos como investimento, como meio de integração, um modo de aproximar todos os setores da empresa na confraternização. Isso é muito importante em qualquer empresa.
Finaliza o jornalista Eloy de Oliveira.
*Fotos: ST