Info sobre a festa
https://www.facebook.com/Expolagoa-2018-1996134953999403/
A Feira de exposições, que será realizada de 17 a 20 de maio, reunirá
a indústria, o comércio e os serviços de Lagoa Vermelha, e ocorrerá na
Associação dos Motoristas. Além disso, terá diversas atrações musicais,
entre elas, shows nacionais com Michel Teló e Thiago Brava.
Em entrevista, o secretário da Indústria e Comércio, João Paulo
Salvador, afirmou que o principal objetivo da ExpoLagoa na parte
cultural é atrair investidores e público para Lagoa Vermelha.
Ainda conforme o secretário, 100% dos estandes foram vendidos, sendo 70% para empresas do município.
O produtor executivo da Blue Shows, Alexandre Rangel, destaca que foram buscados shows para reviver a ExpoLagoa.
Fonte: Rádio Cacique
Conheça Lagoa Vermelha
História e Lenda
A partir do século 16, o território foi ocupado por gado, trazido
pelos jesuítas das reduções. O rebanho, em pouco tempo, tornou-se bravio
e selvagem, reproduzindo-se em mais de um milhão de cabeças. A
localidade conhecida como fundos dos campos de Vacaria, era rota de
tropeiros vindos de diversos pontos do Estado em direção à Feira de
Sorocaba e vice-versa. Esse caminho, teria sido aberto entre 1734 e
1736.
A quantidade de gado disperso, a beleza natural da região e a crise
no comércio de mulas, por volta de 1840, atraíram posseiros de São Paulo
e do Paraná, que passaram a dedicar-se à pecuária. Logo começaram a
surgir os problemas de legitimidade das posses. Foi este o caso das
terras do fazendeiro José Ferreira Bueno, que tinha posse de uma fazenda
de alguns milhares de hectares.
José Ferreira Bueno era capitão da guarda nacional, com serviços
prestados nas campanhas guerreiras do Sul. Possuía uma fazenda na Lapa,
estado do Paraná. Descobriu, nas suas andanças por estas bandas, os
rebanhos de gado alçado e os campos propícios para a criação extensiva.
Não teve dúvidas em se deslocar com parentes para fundar aqui, outra
fazenda. Dois anos depois, por volta de 1842, o local foi escolhido para
a fundação da vila, que, posteriormente, tornou-se município. José
Ferreira Bueno procurou contato com uma tribo de índios que habitava no
local e foi incentivando o aprisionamento do gado, sem dono, para criar e
tropear. Posteriormente, José Ferreira Bueno marcou a data oficial para
a fundação da povoação, no dia 25 de janeiro de 1845. Promoveu uma
reunião de moradores e fazendeiros, improvisou uma festinha e fez a
doação verbal da área de terreno com um milhão de metros quadrados para a
edificação da futura cidade, com o nome de São Paulo de Lagoa Vermelha
em homenagem ao padroeiro.
No ano de 1850, mais precisamente dia 17 de fevereiro, São Paulo de
Lagoa Vermelha é elevado à categoria de freguesia. Lagoa Vermelha e
Vacaria passam então, a pertencer à Santo Antônio da Patrulha.
Vacaria foi desmembrada em 22 de outubro de 1850, incluindo em seu
território Lagoa Vermelha. Em 26 de novembro de 1857, pela Lei estadual
n° 391, Vacaria foi suprimida, voltando com o território de Lagoa
Vermelha para Santo Antonio da Patrulha. Em 17 de fevereiro de 1857, o
Conselheiro Jerônimo Francisco Coelho, Presidente da Província,
sancionou a Lei n° 358, que levava à categoria de Freguesia a Capela de
São Paulo de Lagoa Vermelha. Com esta promoção tornou grande vulto a
campanha para a criação do município. Depois de incessantes trabalhos de
pessoas influentes da região, foi criado, pela Lei Provincial n° 1018
de 12 de abril de 1876, o município de Lagoa Vermelha, compreendendo
nele todo território do nordeste da Província, incluindo Vacaria.
A Vila de Lagoa Vermelha (município) só foi instalada no dia 18 de
janeiro de 1877.A reação em Vacaria contra o município de Lagoa Vermelha
foi forte, os seus líderes não se conformaram com a situação e, em 1°
de abril de 1878, foi novamente criado o município de Vacaria,
suprimindo-se o de Lagoa Vermelha. A freguesia de Lagoa Vermelha, pelo
Ato de 15 de outubro de 1878, passou à condição de 3° Distrito de
Vacaria. Assim, Lagoa Vermelha conseguiu sua primeira emancipação,em 12
de abril de 1876, que durou até 1° de abril de 1878, (neste período a
comunidade lagoense ficou sob a administração de uma Câmara de
Vereadores nomeada), com a emancipação de Vacaria da qual Lagoa
Vermelha, posteriormente, passou a ser 3° Distrito.
A emancipação de Lagoa Vermelha ocorreu em 10 de maio de 1881, pela
Lei n° 1309 e sua instalação definitiva, em 26 de janeiro de 1883, até
esta data ficou sob o comando de Vacaria.
Lenda
Conta-se que na época das Missões e Reduções Jesuíticas os padres
perseguidos pelos mamelucos, procuravam esconder o seu gado e mais as
relíquias das Reduções.
Numa certa ocasião vinham eles com uma caravana de índios e alguns
cargueiros com bruacas, conduzindo ouro e outros objetos da riqueza
sacra das Reduções.
Perseguidos pelos rapinadores num percurso de mais de cinquenta léguas, estavam na iminência de serem alcançados.
Ao depararem com o perigo à vista, apertaram o passo e quando já
quase na presença dos perseguidores, não tiveram dúvidas em meter os
muares carregados lagoa adentro. Os animais sob o peso da carga, puxados
pelos índios, entravam na lagoa, submergindo, morrendo e sepultando
consigo no líquido da lagoa a preciosa carga.
Daí então para cá, as águas tornaram-se de uma cor vermelho amarelada, que nunca mudou de tom, simbolizando o ouro sagrado.
A lagoa ficou perene em tudo, nunca mudou de cor, nunca aumentou de
volume e também não diminui com secas; não transborda e a sua quietude
no ambiente da plaga campestre constitui a proteção de uma riqueza
inviolável e sagrada, confiada à sua perenidade.
Até hoje, ninguém pode desvendar o mistério da lenda.
A lagoa é bem profunda, existe muito lodo no leito e a população
respeita com amor religioso o preceito da lenda. Essa fé à lenda afasta
os ambiciosos e ninguém se aventurou em profaná-la.
Assim foi e assim será, porque, segundo a lenda, se um dia alguém
esgotar a fonte sagrada, secará as águas dos rios e tudo se transformará
em deserto.
Ao seu redor, cresceu uma bela cidade, que tomou seu nome – Lagoa
Vermelha. E cada vez que um dos seus moradores passa na beira das águas
coloradas, lembra que ali ninguém se banha, nem pesca, pois, conforme a
lenda, a Lagoa não tem fundo.